terça-feira, outubro 24, 2006

Xerxes: - Nossas flechas bloquearão o Sol

Leônidas: - Então lutaremos à sombra!

Previsto para 6 de abril de 2007, "os 300 de Esparta" estreará no cinema do Brasil, baseado na graphic novel de Frank Miller. Miller é responsável por algumas das revistas mais conhecidas do planeta, particurlamente a melhor história do Batman feita até hoje é de sua autoria, chama-se "O cavaleiro das trevas", muitos fãs de Batman esperam até hoje a adaptação para cinema desse título. Já no cinema em 2005 Miller viu a adaptação de uma de suas mais famosas obras, Sin city, muitas pessoas que conheço criticam essa adaptação mas o fato deve-se que as pessoas desconhecem os quadrinhos, o filme é uma exata réplica dos quadrinhos, mas não fica por nisso "os 300 de Esparta" promete o mesmo, andei vendo alguns comparativos entre a cena dos quadrinhos e os storyboards do filme e são realmente perfeitos.

Apesar de não ter tido o prazer de ler os quadrinhos, lembro-me das aulas do cursinho que contaram a história dos 300 de Esparta e baseado nisso irei fazer um geral entre personagens importantes e como era a educação dos espartanos, depois disso você ira agradecer que a educação do Brasil e tão branda. :)

Esparta era uma das cidades-estado da Grécia antiga e cravado na cultura de Esparta estava o militarismo, tanto qua após vencer a Grécia, Esparta passou a governar toda Grécia por 200 anos, por revolta foi derrubada pelos outros estados, mas mesmo assim manteve-se poderosa e era a capital militar da Grécia.

O estado era responsável pela educação espartana, segundo textos inseridos na Wikipedia diz que quando uma criança espartana nascia, se homem, era colocado na porta de casa um ramo de oliveira e se fosse mulher, uma fita de lã, no entanto pelo que me lembro a coisa não era tão simples e bonita assim, se a criança fosse mulher não havia comemoração nenhuma, no entanto se fosse homem, havia festa, se o bebê possuísse alguma deficiência física a própria mãe tinha a tarefa de jogá-lo do alto do monte Taigeto.

Aos 7 anos de idade as crianças eram entregues ao estado e a partir desta época começava sua educação, sendo que dos 7 aos 11 anos eram treinados ao ar livre, se virando para arrumar alimento e aprendendo estratégias de combate, dos 12 aos 15 anos onde aprendia letras e cálculos, dos 16 aos 20 anos eram adestrados com armas e lutas físicas. "Esparta desejava do seu jovem: silencioso ,disciplinado, antiintelectual e antiindividualista, obediente aos superiores, vigoroso, ágil, astuto , imune ao medo, resistente às intempéries e aos ferimentos, odiando qualquer demonstração de covardia, fiel ao esprit de corps e fanaticamente dedicado à cidade.", texto retirado do site educaterra.

Em 481 a.C., Xerxes, reis dos persas promoveu um ataque cruel para a tomada da Grécia com 300 mil soldados a mão contra 7.000 onde 300 desses eram espartanos a comando do rei Leônidas, inicialmente Leônidas conseguiu repelir o ataque de Xerxes, mas Xerxes auxiliado por um pastor contornou o desfiladeiro e cercou o exercíto de Leônidas do qual restavam apenas os 300 espartanos esses resolveram lutar até a morte, em 3 dias os espartanos mataram 20 mil persas, Leônidas sabia que seria assassinado, mas resolveu ficar e lutar por 2 motivos: O primeiro, e que nenhum espartano volta fugido para sua cidade. Conforme sua própria filosofia, ou voltam vitoriosos, ou mortos em cima de seus escudos. E em segundo lugar, se ele fugisse, o restante da Grécia também fugiria.

O título desse post deve-se a frase que Xerxes disse para Leônidas ao ver a defesa grega. Abaixo colocarei o trailer do filme do qual você poderá ouvir a frase e ver a ação.

Fato interessante

Um dos motivos de muitos no Brasil saberem desse filme é por causa que o personagem Xerxes é um ator brasileiro, Rodrigo Santoro.

Trailer

2 comentários:

Karen disse...

Esse promete...Adorei!!!

Sr. R disse...

Miller também escreveu os roteiros dos filmes "Robocop 2" e "Robocop 3".

Depois deste último, Miller afimou que nunca mais deixaria Hollywood fazer adaptações de suas histórias, decepcionado por praticamente nenhuma de suas idéias chegar nas versões finais dos filmes (embora seu nome fosse proeminentemente destacado nos créditos).

A posição de Miller em relação às adaptações cinamatográficas mudaram depois que Robert Rodriguez (diretor de "El Mariachi" e "A Balada do Pistoleiro") fez um curta-metragem baseado em um dos contos de Sin City sem que Miller soubesse.

Miller ficou tão satisfeito com o resultado que aceitou adaptar "Sin City" para o cinema. O filme foi filmado utilizando fielmente a seqüencia dos quadrinhos e o clima luz e sombra dos desenhos de Frank Miller.